
A contemporaneidade tem testemunhado uma crescente popularização do termo “ancestralidade”, frequentemente desprovido da profundidade conceitual que o caracteriza. Sua utilização corriqueira e, por vezes, leviana, em contextos diversos, suscita uma reflexão crítica acerca da compreensão limitada que permeia seu emprego e das implicações para a análise de conceitos intrinsecamente ligados, como religião e espiritualidade.
A banalização da ancestralidade, imersa em um cenário cultural que tende a relativizar valores e saberes profundos, obscurece a intrínseca conexão entre o presente e o legado ancestral. Essa superficialidade interpretativa compromete a apreensão da riqueza dos conhecimentos pretéritos que moldam nossa realidade atual, transcendendo as fronteiras das diversas manifestações religiosas e espirituais. Urge, portanto, estabelecer uma distinção clara entre sistemas de crença com vocação proselitista e tradições espirituais orgânicas, enraizadas nas identidades culturais de povos específicos.
Nesse contexto, emerge uma crítica contundente à indistinção entre “religião” e “espiritualidade”. A imposição histórica e o proselitismo característicos de religiões como o cristianismo e o islamismo contrastam significativamente com a natureza de espiritualidades tradicionais, a exemplo do Hinduísmo e do Ìṣẹ̀ṣe. Embora o Judaísmo possua uma trajetória histórica complexa, sua ausência de uma agenda de conversão universal o distingue das primeiras, posicionando-o como um precursor com características singulares.
A cosmovisão inerente a algumas tradições espirituais revela uma compreensão da própria existência e cultura como intrinsecamente ligadas a uma matriz espiritual abrangente. Para o Hinduísmo, a diversidade cultural pode ser integrada a uma perspectiva hinduísta, enquanto para o praticante de Ìṣẹ̀ṣe, o mundo pode ser compreendido à luz dos princípios e da história ancestral de sua tradição. A própria etimologia de Ìṣẹ̀ṣe – “O que temos feito desde que surgimos” – expande o conceito para além do domínio estrito da espiritualidade, englobando a totalidade da experiência histórica e cultural de um povo. Essa perspectiva contrasta com a natureza doutrinária e a busca por conversão global observadas em certas religiões.
A analogia entre “religião” e “fascismo”, embora forte, explicita uma crítica a sistemas de crença percebidos como potencialmente excludentes e opressivos, especialmente aqueles que buscam a homogeneização através da conversão. Diante desse panorama, a proposta de reavaliar as categorias conceituais torna-se pertinente. Sugere-se isolar as “espiritualidades tóxicas” – caracterizadas por um histórico de imposição e, por vezes, violência – e reconsiderar a classificação de tradições espirituais que não se fundamentam em dogmas inflexíveis ou em figuras messiânicas inquestionáveis. A ausência de um corpo doutrinário centralizado e de lideranças dogmáticas pode indicar maior adaptabilidade e abertura ao diálogo e à evolução do pensamento humano.
Em suma, a análise da banalização da ancestralidade e a distinção fundamental entre religiões proselitistas e espiritualidades culturalmente enraizadas demandam uma revisão crítica das categorias conceituais utilizadas para compreender a complexidade dos sistemas de crença. A valorização de tradições espirituais que promovem o diálogo intercultural, intrinsecamente ligadas à identidade cultural e compatíveis com o desenvolvimento da humanidade, emerge como um caminho promissor para uma compreensão mais rica e respeitosa da diversidade da experiência humana e suas múltiplas formas de conexão com o legado ancestral e as dimensões transcendentes da existência.
Continuando essa exploração das intrincadas relações entre ancestralidade, religião e espiritualidade, aprofundamos a análise com o intuito de fomentar uma reflexão consciente sobre o papel de cada uma dessas esferas em nossas vidas. Abordaremos, com o devido respeito e sem intenção de suscitar ofensas, uma questão central no debate: o papel histórico do Cristianismo e do Islamismo.
A escolha dessas duas religiões como ponto de partida não é arbitrária. A análise de suas trajetórias históricas oferece uma lente crucial para compreender a distinção, por vezes tênue e frequentemente negligenciada, entre religião e espiritualidade.
É um fato amplamente documentado que inúmeros males e tragédias ao longo da história foram protagonizados pelo Cristianismo e pelo Islamismo. Sem qualquer intento de ataque pessoal ou institucional, mas fundamentado nos registros históricos, torna-se imperativo reconhecer que esses dois segmentos representam a própria essência do conceito de religião. Consequentemente, faz-se necessário distingui-los do que concebemos como espiritualidade – distinção fundamental para assimilar a natureza intrinsecamente diferente entre esses dois domínios da experiência humana.
Para tanto, é pertinente traçar uma linha cronológica das antigas crenças e práticas, buscando compreender em que momento histórico a noção de espiritualidade foi obscurecida pelo conceito de religião. Essa digressão histórica elucida como essa confusão conceitual desaguou em conflitos que permeiam a história da humanidade até os desafios contemporâneos.
A fim de contextualizar a ascensão do Cristianismo e do Islamismo e, assim, retomar o tema central desta análise, faremos um breve registro de algumas das antigas crenças e práticas consideradas significativas na história da civilização e que, em muitos casos, persistem até os dias atuais. As datas mencionadas a seguir são baseadas em pesquisas bibliográficas, documentários e registros históricos, servindo como um ponto de referência para a compreensão da evolução das formas de crença e espiritualidade ao longo do tempo.
Religiões Pré-Dinásticas

Religiões Antigas que Ainda São Praticadas nos Dias Atuais






Dentro da tradição abraâmica, o Judaísmo, datado tradicionalmente por volta de 2000 a.C. e com raízes históricas no século VII a.C., é considerado a mais antiga religião monoteísta, servindo como base para o surgimento do Cristianismo no século I d.C., centrado na figura de Jesus Cristo, e do Islamismo no século VII d.C., com o Profeta Maomé como figura central. Essas três tradições compartilham raízes no patriarca Abraão, com o Cristianismo e o Islamismo sendo influenciados diretamente pelo Judaísmo.
Ao considerarmos a perspectiva de que todas as religiões são caminhos que levam à adoração de um Criador, reconhecemos uma visão inclusiva que busca a unidade na diversidade religiosa. No entanto, é crucial reconhecer as distintas crenças, práticas e interpretações sobre a natureza do Criador e o significado da existência que caracterizam cada tradição. Embora a busca por sentido e conexão com o transcendente seja constante na experiência humana, as formas pelas quais essa busca se manifesta e os sistemas que a estruturam são plurais e, por vezes, fundamentalmente diferentes.
A análise histórica das diversas formas de organização religiosa e espiritual revela um panorama complexo e multifacetado. A distinção entre tradições espirituais enraizadas em culturas específicas e religiões com vocação universalizante lança luz sobre a importância de abordarmos o diálogo intercultural e inter-religioso com nuances e profundo respeito pelas particularidades de cada sistema de crença. A desmistificação da ancestralidade e a compreensão aprofundada da história das diferentes expressões religiosas e espirituais são passos essenciais para a construção de um mundo mais tolerante e para a valorização da rica diversidade da experiência humana em sua busca por significado e transcendência.

ESPIRITUALIDADE
Prosseguindo nossa análise, direcionamos o foco para a compreensão da espiritualidade dentro da tradição Yorubá, denominada Ìṣẹ̀ṣe, cuja estrutura e fundamento encontram em Ifá seu ápice. Essa sustentação teológica e cosmológica manifesta-se nos inúmeros versos de Ifá, um vasto corpus de conhecimento que registra a totalidade da existência, transcendendo a própria gênese da criação.
Ifá configura-se como um sistema complexo de compilação dos mistérios da existência terrena (Ikọ̀lé Ayé) e do plano espiritual (Ikọ̀lé Ọ̀run). Sua abrangência é multifacetada: ensina, admoesta, avalia, aconselha, prescreve, examina, encoraja, entretém, expõe, sinaliza, instrui e ordena com discernimento. Consubstanciado na palavra sagrada de Olódùmarè, Ifá elucida o princípio, o fim e o alicerce da existência. É a fonte primária onde o conhecimento da vida está codificado para orientação da humanidade, visando o aprimoramento do destino e a busca por uma existência plena. Portanto, Ifá transcende a mera espiritualidade, constituindo-se como um modo de vida integral.
O corpo literário de Ifá compreende 256 capítulos, denominados Odù Ifá, divididos em dois segmentos principais: os Odù primordiais (Odù-agba ou Ojulódù), representados pelos dezesseis Odù principais (Mẹ́jì), que formam os dezesseis capítulos originários; e os Odù secundários (Ọmọ-Odù), ou Odù mistos, que emergem das combinações entre os dezesseis Odù primordiais, totalizando 240 capítulos.
Um dos ensinamentos centrais de Ifá reside na compreensão de que todas as religiões representam vias que conduzem à adoração do Criador. Nessa perspectiva da tradição Yorubá, Ifá aconselha o respeito e a tolerância para com a fé alheia, abstendo-se de confrontar crenças diversas. Na cosmovisão de Ìṣẹ̀ṣe, todas as religiões e crenças conduzem a criatura ao seu Criador. Consequentemente, tudo o que é praticado globalmente como forma de crença e veneração do sagrado é, em sua essência, Ìṣẹ̀ṣe. Essa compreensão fundamenta a rejeição de conflitos com o objetivo de converter outros a uma forma de adoração específica.
A prática da fé deve concentrar-se em abraçar e honrar as tradições ancestrais, transmitidas ao longo de milênios. Este é o verdadeiro significado de ancestralidade que deve ser continuamente reverenciado. Como Oníṣẹ̀ṣe, praticantes dessa tradição ancestral, devemos cultivar a consciência da centralidade da Terra (Ayé) em nossas crenças e empenhar-nos em promover boa convivência, visando tornar nossa jornada terrena um lugar melhor para nós e para a coletividade, imbuídos de um senso de unidade.
Na tradição Ìṣẹ̀ṣe, compreendemos o verdadeiro sentido de tradição através dos ensinamentos de Ifá. Os textos sagrados revelam que, embora nossos destinos tenham predisposição natural, podemos harmonizar nossa jornada por meio da orientação do oráculo e da prática dos ritos ancestrais. Este caminho permite alinhar com as forças da natureza e entidades espirituais, facilitando a realização de nossa missão vital.
O Ìṣẹ̀ṣe L’Ágbà, também conhecido como Ẹ̀sìn Òrìṣà Ìbílẹ̀ (tradição e culto indígena aborígine Yoruba), estabelece uma conexão profunda com nossos ancestrais e o mundo natural. Por meio dessa prática, desenvolvemos percepção e sabedoria essenciais para guiar nossa existência.
Como Oníṣẹ̀ṣe, acreditamos que ao abraçar essas tradições, acessamos o poder universal e nos alinhamos com energias positivas que nos conduzem à realização de nossos destinos. A prática do Ìṣẹ̀ṣe L’Ágbà é fundamental tanto para nosso desenvolvimento pessoal quanto para a transformação positiva do mundo que nos cerca.
Aprofundando nossa imersão na sabedoria ancestral, recorremos aos ensinamentos contidos nos sagrados Odù de Ifá. No Odù Ìrosùn Ìwòrì, somos instruídos sobre a importância da alegria e da liberdade de escolha nos caminhos da vida, ressaltando a missão primordial da humanidade de trazer o bem ao mundo:
Façamos as coisas com alegria.
Aqueles que querem ir, que vão.
Aqueles que querem ficar, que fiquem.
Certamente, os humanos foram escolhidos para trazer o bem ao mundo.
O onisciente, sacerdote de Ọ̀rúnmìlà,
Lançou Ifá para Ọ̀rúnmìlà.
Ele disse que as pessoas do mundo viriam lhe fazer uma determinada pergunta.
Ele disse que Ọ̀rúnmìlà deveria se sacrificar (ouvi-los).
Ọ̀rúnmìlà ouviu o conselho e obedeceu.
Um dia, todos os tipos de pessoas; pessoas boas e aquelas que não permitem o bem na vida de outras pessoas se reuniram.
Então elas foram até Ọ̀rúnmìlà.
Elas disseram que ir e voltar da Terra nos cansa, Ọ̀rúnmìlà.
Portanto, por favor, permita-nos descansar no céu.
Ọ̀rúnmìlà disse que você não pode evitar ir e voltar da Terra
até que você crie a boa condição que Olódùmarè ordenou
para cada ser humano.
Depois disso, você poderá descansar no céu.
O sagrado Odù Ọ̀sá-Ìrẹtẹ̀, por sua vez, oferece uma profunda definição de Ìṣẹ̀ṣe como a própria raiz da existência e da adoração:
Àgbàrá kò lókọ́
Ó fi ẹnu gbẹ́lẹ̀ ó kan ìlèpa dòdòòdò
Díá fún Ìṣẹ̀ṣe tí ńṣe olórí Ìṣòrò n’Ífẹ̀
Ìyá ẹni Ìṣẹ̀ṣe ẹni ni
Bàbá ẹni Ìṣẹ̀ṣe ẹni ni
Orí, Ìṣẹ̀ṣe ẹni ni…
Olódùmarè, Ìṣẹ̀ṣe ẹni ni
Ìṣẹ̀ṣe làá bọ n’Ífẹ̀ ká tóó ri’íre
Ẹ jẹ́ ká bọ Ìṣẹ̀ṣe bàbá ètùtù
Tradução:
A enchente não tem enxada
Ela usa a boca para cavar o chão até atingir a terra vermelha
Divinação de Ifá para Isese, o Tradicionalismo
A primeira forma mais elevada de adoração
A mãe de alguém é o Ìṣẹ̀ṣe de alguém (a fonte)
O pai de alguém é o Ìṣẹ̀ṣe de alguém
O Ori de alguém é o Ìṣẹ̀ṣe de alguém
Olòdùmarè é o Ìṣẹ̀ṣe de alguém.
Ìṣẹ̀ṣe é propiciado primeiro em Ifé antes de receber todas as bênçãos
Vamos propiciar Isese, o pai de todas as propiciações.
Esses ensinamentos nos levam a uma reflexão crucial sobre a distinção entre a tradição espiritual ancestral e as religiões institucionalizadas, frequentemente impostas através de conflitos históricos. Em contraposição ao fanatismo e ao invencionismo que banalizam o sagrado em busca de notoriedade efêmera, Ifá e Ìṣẹ̀ṣe nos ensinam que a verdadeira conexão com o Divino reside na honra e no respeito à tradição ancestral.
A espiritualidade autêntica, na perspectiva Yorubá, é o caminho que conduz à adoração do Criador, uma visão inclusiva que transcende limitações dogmáticas. Embora diversas tradições possuam crenças e práticas distintas, a aceitação de que múltiplas formas de espiritualidade podem ser válidos caminhos para o Divino é fundamental para a coexistência pacífica. A imposição de uma única verdade como caminho exclusivo para a salvação representa um equívoco que obscurece a riqueza da diversidade espiritual humana.
Louvamos, portanto, em nossa espiritualidade, a totalidade da criação, reconhecendo o propósito divino em todas as manifestações da existência. Ifá nos ensina a utilizar o conhecimento ancestral e o discernimento para alcançar as bênçãos da vida e cumprir nosso bom destino. Fora dessa compreensão da tradição como elo fundamental com o Divino e com a sabedoria ancestral, o conceito de espiritualidade se esvazia de seu significado primordial.
Em suma, a tradição ancestral, personificada em Ìṣẹ̀ṣe e fundamentada na sabedoria atemporal de Ifá, representa o caminho autêntico para a conexão com o Criador e para a compreensão profunda da ancestralidade. Ao honrarmos as práticas e os ensinamentos transmitidos através das gerações, alinhamos nossas vidas com o propósito divino e trilhamos o caminho da evolução espiritual e da harmonia com o universo.
Iba Olódùmarè akoda aye, aseda Òrun.
Mo juba Olódùmarè to nbe ki aye to ma be, ti yio si ma wa nigbati aye ko ni je aye mo. Kabiyesi Olódùmarè, Oba a te rere k’ayé!
(Saudações a ti Deus Todo-Poderoso, o criador do mundo, o criador do céu. Meus respeitos Ó Deus Todo-Poderoso, que existia antes do mundo existir, e existirá quando o mundo deixar de existir. Vossa majestade Olódùmarè, o rei de todo o universo!)
Ibà àtiyo ojó, Ibà àtiwò oòrun
Saudações ao amanhecer, saudações ao pôr do sol.
Ibà ilè ogééré a f’okó ye’ri
Saudações a grande mãe terra
Ibà Ọ̀rúnmìlà Elérìípín
Meus respeitos Ọ̀rúnmìlà (baba Ifá) testemunha da criação
Ibà igba Irúnmolè ojùkòtún, Ibà igba Irúnmolè ojùkòsìn
Saudações aos 200 Irúnmolè da direita, saudações aos 200 Irúnmolè da esquerda.
Ibà Akódá, Ibà Asèdá
Saudações ao primeiro aprendiz de Ifá, saudações ao segundo aprendiz de Ifá.
Ibà àwon Ìyá afín’jú eye
Meus respeitos as mães dos pássaros formosos (Iyami)
Ìbà Egúngún Aaye
Saudações nossos ancestrais
Ìbà Bàbá
Saudações a nosso pai
Ìbà Yèyé
Saudações a nossa mãe
Ìbà Olúwo
Saudações a nosso Olúwo
Ìbà Bàbáláwo
Saudações a nosso Bàbáláwo
Ìbà Ojùbònà
Saudações a nosso Ojubonã
Ìbà Iyanifa
Saudações a nossa Iyanifa
Ìbà àwon Alásekù
Saudações a todos que realizaram ritos sagrados antes de nós.
Ìbà Èṣú Odara, Òrìṣà ti ngba’ni l’òwó eni tí ó ní ìkà nínú.
Saudações a ti Èṣú Odara, Òrìṣà que nos salva das pessoas más.
Ìbà Ogum, Ìbà Obatalá, Ìbà Osun, Ìbà Oyá, Ìbà Sàngó, Ìbà Logunede, Ìbà Obaluaye, Ìbà Yemoja, Ìbà Olokun, Ìbà Ọ̀sanyìn, Ìbà Ori Eleda, Ìbà gbogbo Òrìṣà patapata.
Isese…
O oceano está cheio até a borda
A lagoa está cheia até o limite
Alasan está indo para Asan,
o Awo do topo da rocha.
Os anciãos refletiram sobre o assunto
E perceberam que não era mais favorável
Eles usaram seus bigodes para cobrir seus rostos
E espalharam suas barbas firmemente sobre o peito
Estas foram as declarações de Ifá para Isese (Tradicionalismo)
Qual é o Isese de alguém?
Olódùmarè é o Isese de alguém
É Isese que devemos apaziguar
Antes de apaziguar qualquer Òrìṣà.
A mãe de alguém é o Isese de alguém
Antes de apaziguar qualquer Òrìṣà
É Isese que devemos apaziguar.
O pai de alguém é o Isese de alguém
É Isese que devemos apaziguar
Antes de apaziguar qualquer Òrìṣà.
O órgão genital masculino é o Isese de alguém
É Isese que devemos apaziguar
Antes de apaziguar qualquer Òrìṣà.
Os órgãos genitais femininos é o Isese de alguém
É Isese que devemos apaziguar
Antes de apaziguar qualquer Òrìṣà.
Por favor, vamos apaziguar Isese,
Isese é o pai de todos os Etutu
O Isese da linhagem de sua mãe
O Isese da linhagem de seu pai
Que todos eles aprovem este Ebo,
Antes de apaziguarmos qualquer Òrìṣà.
Ìṣẹ̀ṣe L’agba Gbogbo Wa!
A Tradição permanecerá conosco para sempre.
Àború Àboyè Gbogbo Ọni Ìṣẹ̀ṣe!
Baba Frank Ifatọwọ Ẹdésọlá.